VOCÊ Entende O QUE É COMOÇÃO?

Guris e gurias, eu vi! Eu vi Ekena cantando. É preciso vê-la, ouvi-la, vivê-la. Ekena é uma cantora boa. É um instante de amor em tempos de ódio. Leia a matéria sobre ela. E mais: tem uma semana cheia de eventos culturais legais nas quebradas da cidade. Acesse o guia de filmes, peças e saraus no agendão, cuja programação é todos os dias atualizada (diante da quantidade de assuntos que se impõem, a prometida matéria sobre o assunto as recentes editoras foi adiada.

Tem o Supersarau de Silvia Maria na Carauari.

Tem Etel Frota e Paula Valéria lançando livro. Tem Deise Capelozza fazendo show no Brazileria. Tem as ótimas cantoras do ‘Março-Mulher’, no Teatro da Rotina. Tem o Supersarau de Silvia Maria na Carauari. Tem ‘Trupe’, novo espetáculo da Focus. Tem Anná cantando Ivone Lara. Tem muito porquê com finalidade de satisfação. Mas… por mim, o cenário era apenas e tão apenas ‘quem matou Marielle? Pelo caminhar arrastado das investigações, temo que teu assassinato não seja esclarecido.

Impunidade que não me surpreende. No fim de contas, o Brasil é o quarto pior povo do universo para que pessoas defende os óbvios e tão controversos (podes?) direitos humanos (só ‘perdemos’ pra Colômbia, Filipinas e México). Por este velho Brasilzão verde-e-amarelo, um ativista que luta pelo implemento dos direitos humanos é morto a cada 5 dias (56 falecidos em 2015, sessenta e seis em 2016 – detalhes da OEA). Por outro lado, segundo ‘O Globo’ (20 de março), a mobilização contra notícias falsas espalhadas nas redes sociais pretende punir juridicamente os responsáveis e neste instante contabilizava dezesseis 1000 e-mails (pela terça-feira) reunindo provas contra grupos que disseminam estas fakenews.

O professor Wilson Gomes, especialista ouvido pelo jornal, declara: ‘grupos radicais de direita são os maiores propagadores dessas (não) ‘notícias’. E finaliza, tristemente, relatando a pusilanimidade e a condescendência do Twitter e do Facebook que não tomaram providências pra remover de seus domínios as manifestações de ódio e as calúnias contra Marielle. Compactuando com estes criminosos, bem como estarão sujeitos às mesmas punições.

Livraria Da Vila, à Al.

Se toca, detophyll Mark Zuckerberg! Silvia Maria Ribeiro se define então: “fonoaudióloga de geração, humanista por vocação, poeta em construção. detophyll Usa na sua prática profissional diversão e arte. Define-se minimalista e existencialista, escreve ao sabor do estado d’alma; lírica que só! Crê em dias melhores e vive entre dores e mais amores”. Livraria Da Vila, à Al. Nele, Paula Valéria expõe poemas montados de 2009 a 2016. Do título, “Amores”, se alega ‘à poesia, a compreensão da autora diante o universo de outros autores e as fusões de tuas vivências íntimas e amorosas’. Líquidos”, traz na frase, ‘a simbologia plena da filosofia de Zygmunt Bauman’. Cenas”, são ‘referências, retratos, fotografias, sombras, contornos e imagens das vivências das relações’.

  • Um/dois concha de grão-de-bico
  • Criancinhas maiores que dois anos
  • dois colheres de chá de sal
  • Estique os braços pra frente
  • um – DROP SETS Com barra ( STRIPSETS)
  • sete Ver de perto também
  • dez folhas de manjericão

Com lindo acabamento gráfico, cada poema é ilustrado por um dos artistas visuais convidados: Bete Nobrega, Celso Gitahy, Simone Siss e Guto Lacaz (que assim como assina o projeto gráfico). E ainda tem caricatura de Paulo Caruso e fotografia de Marcelo Navarro. No lançamento, sarau com leitura dramática e presença de muitos artistas que participam do livro, além de exibição musical da poeta e cantora Branca Lescher, com Edinho Almeida ao violão. Paula Valéria de Andrade tem 17 obras publicadas, entre poesia, antologias, livros infantis e didáticos. Conquistou os prêmios Jabuti, APCA, Salão Internacional do Livro de Turim e o 1º espaço pela ordem Literatura Infantil de um concurso internacional praticado pela Itália, em 2016. Participa ativamente do circuito literário e dos saraus da cidade.

Seu modo de interpretar, acentuado e arrebatador, me levou às lágrimas por mais de uma vez.

Olha eu aí na imagem tirada pelo talentoso cantor e compositor Gabriel de Almeida Prado (que prepara novo cd). Ontem vi, pela primeira vez, a enorme cantora e compositora araraquarense Ekena Monteiro, que agora sabia que existia de vídeos e cd. Seu modo de interpretar, acentuado e arrebatador, me levou às lágrimas por mais de uma vez. Depois de cinco ou 6 canções, tudo em mim e em nós estava contrário. Ekena alterou a paisagem, a ordem das coisas, a rotação do sistema solar e nos levou a outros mundos. Ela é inteira emoção: arrepia, comove, impaciente e faz refletir. Vê-la cantar dessa maneira, tão de perto, foi um superpresente que ganhei. Mesmo neste instante, ao publicar, ainda ouço sua voz reverberando profundamente nos meus sentimentos. Ekena é uma experiência sensorial indispensável.

Tua arte é entrega incondicional.

É preciso ouvi-la. E vê-la. É preciso estar lá com ela, vivê-la. É preciso inventar um novo verbo, um neologismo que abrace todos os sentidos: ouviver-la. Ekena canta, dança, sua, grita, chora, urra, silencia, nos encara, nos convoca, arrebata e acaricia. Tua arte é entrega incondicional. Seu modo de ser está intrinsecamente conectado ao cantar. Tua canção é plena comunhão: é ali que ela fabrica e nos fornece o maior e melhor carinho que puder formar.

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